quarta-feira, 29 de junho de 2011

Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode praver, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça...ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário...por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.
_

Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Divã

"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo। O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia।" 
(trecho de O Divã) Martha Medeiros
Que tudo seja inteiro, completo...

Vou pirar !!

As coisas aqui dentro tudo estão fora do lugar. Como se a chuva, que não da trégua l fora, tivesse inundado meu peito. Como se o barulho do mundo tivesse acordado todas as minhas mágoas, dores e tristezas.
Parece que a cada dia que passa, fica mais difícil. Parece que a cada hora, a cada minuto, um novo problema aponta, uma nova história vem à tona. Um novo motivo aparece e parece ser, sempre, mais forte do que o MEU motivo.
Eu sinto que as situações, de tão confusas, tornaram-se claras de mais. É como se tantas duvidas, dessem respostas.
A minha urgência já não suporta tamanha demora. Mas o que é que eu espero !? 
A verdade é que eu fui traída pelas minhas ilusões.

Pra você Amor !!

Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera; 

Eu aprendi...
...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você; 

Eu aprendi...
...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas; 

Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda; 

Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu. 

Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar; 

Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito; 

Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a; 

Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
(Boa noite , Amor )

domingo, 12 de junho de 2011

domingo, 27 de março de 2011

Um presente de Gaby...Amei !!!

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Carlos Drumond de Andrade

Respostas...

Eu me preocupo com as duvidas, com as perguntas que me parecem sem respostas, com essa sensação que perdemos um pedaço de nós, dentro de nós mesmos. Sabe, esse sentimento estranho de procurar por algo que não existe, por esperar pela volta de quem nunca foi!? Esse sentimento estranho que você não sabe se é saudade, vontade ou medo!?
 Na verdade, meu maior medo, é perceber que eu sei bem a resposta de todas as minhas perguntas.

sábado, 19 de março de 2011

Longe dos meus olhos...

Amor a distancia não existe? Qual a distância máxima permitida pra amar? Qual a necessária pra esquecer? Eu não sei o que vou acordar sentindo amanhã, sei que hoje, pra me tirar o amor que sinto, só arrancando o coração do meu peito, pois não há distância que eu conheça que possa levar pra longe o que está dentro de mim. Eu estou vendo um abismo e querendo me jogar de cabeça sem medo do que eu vou ver lá embaixo. Imbecilidade, burrice, insanidade, não sei, mas hoje eu não consigo racionalizar algo que é imensurável.  Eu consigo viver longe, eu não consigo é encontrar motivo tão grande pra ficar longe quanto a minha vontade de estar perto...
Enfim parece que encontrei palavras pra descrever o que tô sentindo agora.

A Dona dos cachinhos mais lindos do mundo!! Te adoro..

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ano Novo...Filme Antigo !!!


Entre um pensamento e outro a imagem aparece deformada. A verdade é que em uma história sem personagens definidos, todos querem protagonizar. De uma hora para outra mudam-se os papeis, mudam-se os personagens, repete-se o roteiro. Como quem encena um peça, segue-se o ato. Sentimentos encaixotados, guardados como figurinos empoeirados, postos a prova a cada chance, a cada nova temporada. Corações cruzados repassam velhos textos, tomam suas falas. Montam-se cenários, tão iguais, tão difíceis. Improvisam-se falas, tão (im)previsíveis. Os sentidos fazendo-se sentir. Atos.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ao meu primeiro amor

Nessa história a sempre tanto a dizer. Parece que o muito é sempre pouco, que o pouco é sempre a maior parte. Hoje eu senti tanta coisa junto, coisas que me eram desconhecidas, e ainda assim algo ficou faltando. Uma palavra que fosse. Uma palavra que preenchesse o vazio que anda rondando meu coração. Sei lá, parece que não ha espaço para todo mundo, parece que ha sempre alguém que fica de lado, alguém que fica com o meio termo, alguém que acha que é tudo, alguém que acha que é nada. E o mais engraçado nisso tudo é que no final, ninguém fica com ninguém. E eu aqui, me sentindo no meio de uma grande avenida, envolta a grandes olhos, a um amor que eu amo, a um amor que me ama, a um amor que é tão difícil de viver. Às vezes é tão claro, outras tão escuro. A verdade é que nessa história, eu me vejo sempre fora do abrigo, carta fora do baralho. Já não sei mais o que fazer para transformar os dias difíceis em dias melhores. Já não sei mais como lidar com essa falta, com esse jeito louco e exagerado de dizer que se ama. Fico pensando em como as coisas acontecem de maneira louca, inusitada. Fico pensando que isso não é coisa pouca, que toda essa explosão deve ter um sentindo muito maior que o “universo”. A verdade é que, jamais, vou encontrar em outro amor, a beleza, a doçura, a loucura do meu primeiro amor.

Desabafo....

Criam-se fatos, oportunidades, momentos. Planejam-se encontros, dias eternos, mudanças. O mundo girando e nos jogando em direções tão opostas, compostas de uma lembrança do que nunca aconteceu. Dias passam, semanas passam, meses passam, e tudo parece preso ao chão, congelado, impedido de levantar vôo. Olho para os lados e vejo-me também retida em um conto inacabado, em um livro rasurado, cheio de marcações e páginas completas, tentando desesperadamente me encaixar em qualquer espaço, em qualquer parágrafo perdido. Passa um filme na minha cabeça, cheio de ternura, paixão, excitação, magoa e doçura. Já não encontro o equilíbrio, vejo-me cambaleando entre um fato e outro, dividida entre um dia de amor, entre um dia de guerra. Entre declarações inesperadas e minutos perfeitos. Entre segundos que parecem anos, de tão longos que se tornam. Minhas paginas estão em branco, apenas com um esboço do que é brutalmente irreal. As imagens já não fazem sentido, mais me fazem sentir.
Não importa se carrego a beleza das flores, se sou a parte mais doce do dia, se sou o maior desejo, a maior alegria, o maior fetiche, a melhor menina. No final da tarde a sempre lugar certo para voltar, a sempre quem te espere quem te acolhe, quem te ama, quem te odeia, quem divide uma historia, uma vida, quem governa a sua vida sem você notar. Posso ser a primavera, mais os frutos não fazem parte da minha estação.

sábado, 6 de novembro de 2010

Falando de solidão...

              Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo.... Isto é carência.
              Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade. 
             Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio. 
              Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza. 
              Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância. 
              Solidão é muito mais do que isto. 
              Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma..... 
 
   Francisco  Buarque  de  Holanda 

domingo, 18 de julho de 2010

Portas

Se você abre a porta, você pode ou não entrar em uma nova sala.
você pode não entrar e ficar observando a vida.
Mas se você vence a dúvida, o medo, e entra, dá um grande passo:
Nesta sala vive-se.
Mas também tem um preço...
São inúmeras outras portas que você descobre.
Às vezes quebra-se a cara, às vezes curte-se mil e uma.
O grande segredo é saber quando e qual a porta deve ser aberta.
A vida não é rigorosa ela propicia erros e acertos
Quando com eles se aprende.
Não existe a segurança de acerto eterno.
A vida é generosa.
A cada sala que se vive, descobrem-se tantas outras portas. 
E a vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas.
Mas a vida também pode ser dura e severa.
Se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela frente e a repetição perante a criação,
e a monotonia monocromática perante a multiplicidade das cores, e a estagnação da vida.
Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Tô com Sorte...

Sai mais cedo de casa pra dar tempo banco e ver se tinha algum trocado lá pra mim, não tinha nada claro, pena que pra saber disso mofar numa fila daquelas. Então peguei o trocado com minha mãe e fui pra escola no intuito de sair de lá mais cedo pra dar tempo passar em casa, tomar um banho e ir pra faculdade. Só que um aluno abençoado resolveu pregar uma peça numa colega, usou um sachê de catchup que veio junto com o sanduiche, para sujar a cadeira da menina e quando a dita veio me entregar o trabalho que eu havia pedido, o infeliz começou a gritar que a colega tava menstruada e isso causou uma confusão do inferno na escola, era menina chorando, diretora levando o menino pra secretaria, resumindo tive que ficar até mais tarde pra conversar com a mãe do meu bendito aluno, e por essa simples razão, não deu pra passar em casa e fui direto pra faculdade.
Agora vem a melhor parte. Tô eu lá na faculdade esperando o elevador descer, quando ele desce vem nele um  senhor desmoronando pra cima de mim e eu ??? cai igual uma jaca!!!
 Pois é, o homem taa com tanta pressa que tropeçou na alça da pasta de couro que levava e eu que paguei meu mico. E num foi só isso, subi furiosa, azeda mesmo, pra piorar descubro que hoje nem tinha aula, que me mandaram um email avisando, mas eu não recebi...
Quer saber sai de lá virada no cão, a raiva era tanta, mas eu só queria chegar logo em casa, então fui pro ponto, dai passa um daqueles caras que vendem jujuba, eu não resisto a uma jujuba, decidi comprar, cadê dinheiro velho??? Não sei se foi na hora da queda, nem em qual hora foi, só sei que não tinha dinheiro nenhum, nem pra jujuba piorou pra voltar pra casa. Ligo pra Anja, que além de minha irmã é meu anjo da guarda e ela manda eu pegar o buzú, que ela iria me esperar na rodoviaria pra pagar minha passagem e ainda me deu grana pra moto taxi, gente não dá pra acreditar mas a moto faltou gasolina na frente  do mercadinho perto aqui de casa, fiz o resto do percuso andando!!
Agora diga se num tô com sorte?

domingo, 4 de julho de 2010

Obrigada Senhor!


Deus obrigada por me dar os melhores amigos
que alguém poderia desejar e uma familia   
que me ama incondicionalmente.
Me faça lembrar disso Senhor todas as vezes
que, como hoje, eu estiver me sentindo sozinha.
                               Assim seja.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

" Um Meio ou uma Desculpa "

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem, mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores, pois...

Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO...
Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa!
ROBERTO SHINYASHIKI

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Metade...

Lua e Flor

Eu amava como amava algum cantor
De qualquer clichê, de cabaré, de lua e flor...
E sonhava como a feia na vitrine
Como carta que se assina em vão...
Eu amava como amava um sonhador
Sem saber porquê e amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia de que o dia, amanhece não...
Eu amava como amava um pescador
Que se encanta mais com a rede que com o mar
Eu amava, como jamais poderia se soubesse
Como te encontrar...

Oswaldo Montenegro

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Luciana

Olha que o amor, Luciana
É como a flor, Luciana
Olhos que vivem sorrindo
Riso tão lindo
Canção de paz

Olha que o amor, Luciana
É como a flor que não dura demais
Embriagador
Mas também traz muita dor, Luciana


Vinicius de Moraes