domingo, 2 de janeiro de 2011

Ano Novo...Filme Antigo !!!


Entre um pensamento e outro a imagem aparece deformada. A verdade é que em uma história sem personagens definidos, todos querem protagonizar. De uma hora para outra mudam-se os papeis, mudam-se os personagens, repete-se o roteiro. Como quem encena um peça, segue-se o ato. Sentimentos encaixotados, guardados como figurinos empoeirados, postos a prova a cada chance, a cada nova temporada. Corações cruzados repassam velhos textos, tomam suas falas. Montam-se cenários, tão iguais, tão difíceis. Improvisam-se falas, tão (im)previsíveis. Os sentidos fazendo-se sentir. Atos.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ao meu primeiro amor

Nessa história a sempre tanto a dizer. Parece que o muito é sempre pouco, que o pouco é sempre a maior parte. Hoje eu senti tanta coisa junto, coisas que me eram desconhecidas, e ainda assim algo ficou faltando. Uma palavra que fosse. Uma palavra que preenchesse o vazio que anda rondando meu coração. Sei lá, parece que não ha espaço para todo mundo, parece que ha sempre alguém que fica de lado, alguém que fica com o meio termo, alguém que acha que é tudo, alguém que acha que é nada. E o mais engraçado nisso tudo é que no final, ninguém fica com ninguém. E eu aqui, me sentindo no meio de uma grande avenida, envolta a grandes olhos, a um amor que eu amo, a um amor que me ama, a um amor que é tão difícil de viver. Às vezes é tão claro, outras tão escuro. A verdade é que nessa história, eu me vejo sempre fora do abrigo, carta fora do baralho. Já não sei mais o que fazer para transformar os dias difíceis em dias melhores. Já não sei mais como lidar com essa falta, com esse jeito louco e exagerado de dizer que se ama. Fico pensando em como as coisas acontecem de maneira louca, inusitada. Fico pensando que isso não é coisa pouca, que toda essa explosão deve ter um sentindo muito maior que o “universo”. A verdade é que, jamais, vou encontrar em outro amor, a beleza, a doçura, a loucura do meu primeiro amor.